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sábado, 30 de janeiro de 2010

Sobre o amor e suas reticências...

Tão comum é, ao término de um relacionamento amoroso, os amantes (os que foram abandonados) se questionarem sobre sua capacidade de amar, a capacidade do outro, o motivo real do fim, a birra e o esperneio para uma possível volta, a autopunição marcada por sentimentos de culpa e desvalorização pessoal. O medo de ficar sozinho, a felicidade estampada no rosto de outros casais, os pensamentos obsessores sobre o ex (e a lembrança dos outros exs) incomodam incessantemente.
Lendo Rogers esta manhã entendi algo sobre o fim de relacionamentos que, talvez, sirva para todos aqueles que estejam passando pelas situações descritas acima. Entendi através de uma analogia feita pelo autor sobre as pessoas, o amor e o pôr-do-sol, porém em nenhum momento Rogers falou sobre o fim de relacionamentos, mas as palavras dele me trouxeram algumas idéias.
De acordo com Rogers, as pessoas são tão belas quanto um pôr-do-sol quando as deixamos ser. De fato, talvez possamos apreciar um pôr-do-sol justamente por não podermos controla-lo, simplesmente olhamos com admiração sua evolução. Assim é o amar com possibilidades de crescimento. Uma pessoa amada compreensivamente desabrocha e desenvolve seu eu próprio e único.
O que acontece (agora é Renata falando) é que você leitor que se identificou desde o começo, amou sim, apenas não foi amado (ainda! e não tenha essa afirmação como depreciativa). E se você foi amado, pode não ter amado quem te amou. E é um direito seu, assim como é um direito do outro não te amar também. Desencontro, apenas. Não são todos os dias que admiramos o pôr-do-sol. E existe ainda outra possibilidade, foi amado por quem amou e não continuaram o amor porque em algum momento não souberam amar ao mesmo tempo.

5 comentários:

Ita disse...

Mas quem é Rogério?

Estêvão dos Anjos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Estêvão dos Anjos disse...

vou colar um trecho de um conto da Lygia Fagundes Teles, "Venha ver o pôr-do-sol"...

"- Ah, Raquel, olha um pouco para esta tarde! Deprimente por quê? Não sei onde foi que eu li, a beleza não está nem na luz da manhã nem na sombra da tarde, está no crepúsculo, nesse meio-tom, nessa ambigüidade. Estou lhe dando um crepúsculo numa bandeja e você se queixa."

nelson netto disse...

parece fácil apreciar um por-do-sol, mas são raros os que não deixamos escapar.

Nilda disse...

Sobre o amor o que tenho a dizer é: o que o mantem é a caridade. Existe outros semtimentos que precisa anda junto, mas ser caridoso com o outro é fuandamental. Eu ouvir isso em algum lugar e concordei.