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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Memórias, Crônicas e Declarações de Amor

Ontem, faltando alguns minutos para hoje, recebi uma mensagem no celular, me assustei pelo tardar da hora, mas ao pensar sobre ela e algumas coisas mais, não consegui deixar de escrever as linhas que seguem.
A mensagem foi de alguém que eu gostei muito, nada de paixão avassaladora, nem borboletas no estômago ou canções de recordação, mas era especial sim. Talvez ele esteja até lendo, não sei. Só sei que a mensagem, por fazer referência ao nosso afastamento, me trouxe recorações de alguns grandes amores, paixões de tirar o fôlego, o sono, a concentração, de liberar energia acumulada, choro imprevisível, insanidade latente.
Não pude, é claro, deixar de lembrar com carinho todas essas emoções que senti. E achei estranho. Foi a primeira vez que ri ao lembrar da espera por uma ligação, do chocolate que ganhei e das brigas que travei. Tentanto entender essa sensação nostálgica do que, na época, era desagradável, lembrei da personagem Maria Helena do Woody Allen ao dizer que o amor só é romântico quando não é possível concretizá-lo e me vi cheia de histórias para contar...
Paralelo a isso, pensei: Qual limite entre amor romântico e falta de estrutura relacional ? É confuso escrever e lançar idéias sobre isso, mas, talvez, o ideal mesmo seja viver.

4 comentários:

Ita disse...
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Natalhinha Marinho disse...

rapaz, nessas horas a melhor coisa eh viver o amor, ou abortá-lo! eu prefiro viver! e esquecer a racionalidade.

Larissa disse...

Eu não concordo com a Maria Helena, ela é louca na medida errada. Acho que todo amor é romântico. E que dá saudade de todas essas sensações depois que não as sente mais, isso dá. Mas nunca é tarde pra resgatá-las. :)

higor disse...

não costumo comentar, mas dessa vez faço questão, pois me identifiquei muito com isso, sei exatamente o que é essa risada, como é essa saudade... a estranha e agradável lembrança da desagradável fragilidade...
quanto a amor e romantismo, sei tanto quanto conheci: quase nada!